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20/05/2017 - Médicos devem fazer uma pausa antes de postar em redes sociais, diz novo estudo

01/06/2016 - Tecnologia e Falibilidade na Investigação Prática Médico Legal 

23/11/2015 - Tribunal de Contas suspende abertura de novos cursos de medicina

22/10/2015 - 91% dos brasileiros querem 'exame da ordem' para médicos, mostra pesquisa  

                

 

 

Médicos devem fazer uma pausa antes de postar
em redes sociais, diz novo estudo     

20/05/2017

Liz Neporent

Em 2011, uma médica da sala de emergência em Rhode Island foi demitida e multada pelo conselho estadual por comentar na postagem do Facebook de uma enfermeira que trazia as nádegas de um paciente. Ninguém mencionou o nome do paciente, mas a médica revelou informações suficientes para que outros na comunidade identificassem o indivíduo, comprometendo claramente a dignidade do paciente e potencialmente violando leis nacionais do Health Insurance Portability and Accountability Act (HIPAA) de 1996.

Naquela época, as redes sociais eram relativamente novas, mas a maioria das pessoas esperaria que médicos se comportassem melhor do que de forma tão antiprofissional em um fórum público. Um novo estudo sugere o contrário.

Dentre 281 recém-formados na especialização de Urologia, 201 (72%) possuíam perfis públicos identificáveis no Facebook, relatam os pesquisadores em um artigo publicado on-line em 9 de abril no periódico BJU International.

Desses médicos, 80 (40%) incluíram conteúdo potencialmente censurável ou questionável nas próprias linhas de tempo. A maioria das postagens ofensivas foi escrita pelos próprios médicos, mais do que por um "amigo", e médicos e médicas fizeram postagens inapropriadas em números iguais.

O conteúdo questionável mais comum nas mídias sociais dos urologistas era relacionado à profanação não censurada, discussões sobre tópicos sensíveis como política e religião, e referências ou representações de intoxicação, comportamento sexual ou roupas esquisitas. Dois por cento das postagens denegriam um colega ou local de trabalho, e outros 1% descreviam comportamento ilegal.

Embora menos de 3% dos médicos no estudo tenham postado detalhes explícitos ou privados sobre seus pacientes, o fato de que um médico o faria sob qualquer circunstância é perturbador, disse o Dr. Kevin Koo, autor principal do estudo e urologista no Dartmouth-Hitchcock Medical Center,em Lebanon, New Hampshire, ao Medscape.

"Está muito claro que esse tipo de informação deveria permanecer protegida e confidencial. O fato de alguém postar especificidades de um caso que possam ser relacionadas ao paciente é certamente muito preocupante", disse o Dr. Koo.

Os autores não investigaram se o comportamento on-line dos urologistas também se dá em outras especialidades, mas o Dr. Koo disse que, na medida em que mais profissionais médicos utilizam as redes sociais, existe maior oportunidade para mau uso e abuso. E, embora as mídias sociais sejam uma ferramenta poderosa, que pode ajudar a comunidade médica, melhorar tratamentos clínicos e rapidamente disseminar resultados de pesquisas, ela também tem potenciais inconvenientes, acrescentou.

Uma política séria de mídias sociais pode evitar maiores problemas, mas o Dr. Koo admite que não está claro quantos consultórios e sistemas médicos têm diretrizes formais sobre o tema.

Uma das coisas mais importantes a se ter em mente ao se postar em mídias sociais é como você manterá a confiança na profissão e na relação médico-paciente, aconselhou o Dr. Koo.

"Você deve pensar sobre coisas como a intenção de suas postagens, como você manterá a confidencialidade, e o que fará para manter princípios éticos", disse ele.

Não misture os limites entre o profissional e o pessoal, continuou o Dr. Koo. Considere o quanto é apropriado exibir seus detalhes pessoais em contas de mídia social. E, pelo mesmo princípio, comunicações eletrônicas, incluindo mídia social e e-mail, devem ser usadas apenas em uma relação médico-paciente estabelecida, e com consentimento do paciente.

A consideração cuidadosa dos limites entre médico e paciente nas mídias sociais é primordial, enfatizou o Dr. Koo. Ele recomendou ter um plano para como você responderá a solicitações como pacientes que pedem conselhos médicos, ou uma resposta a situações de emergência.

Por fim, disse o Dr. Koo, os médicos nunca devem esquecer a natureza permanente das postagens em mídias sociais, observando que elas persistem mesmo após serem deletadas. E o que você posta publicamente pode ter futuras implicações profissionais, alertou.

Embora o Dr. Koo não utilize aplicativos para compartilhamento de informações como Medscape Consult ou Figure1, ele lembrou que aqueles que o fazer precisam ser cuidadosos e não fornecer tanta informação sobre um caso a ponto de infringir a privacidade do paciente.

"Embora as plataformas sejam promissoras, precisamos continuar a monitorar nosso próprio comportamento de forma a agir no melhor interesse dos pacientes", disse o Dr. Koo.


Estabelecendo uma política

Para instituições e profissionais em busca de um guia para criar as próprias políticas de mídias sociais, o Dr. Koo recomenda começar com diretrizes lançadas em conjunto pelo American College of Physicians e pela Federation of State Medical Boards,em 2013. Elas delineiam critérios específicos para médicos navegarem nas mídias sociais de forma profissional e ética. No entanto, o estabelecimento de melhores práticas, políticas e posicionamentos não é suficiente se a equipe não sabe que eles existem, destacou o Dr. Koo.

"As instituições precisam se certificar de que seus empregados estão conscientes de suas políticas e de que as seguem", disse ele.

A intenção do estudo não foi criar um julgamento sobre médicos que usam mídias sociais, destacou o Dr. Koo. Mais que isso, os pesquisadores procuraram esclarecer a realidade contemporânea encarada pelos médicos, e lembrar aos profissionais que eles devem aderir aos mesmos padrões elevados quando estão off-line ou on-line.

"O que dizemos e fazemos nas mídias sociais pode impactar no tratamento de nossos pacientes, e também em como somos vistos como profissionais – da mesma forma que no mundo real", disse ele.

Os autores declararam não possuir conflitos de interesses relevantes.

BJU Int. Publicado on-line em 9 de abril de 2017. 

 


      

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Tecnologia e Falibilidade na Investigação Prática Médico Legal      

01/06/2016

O Conselheiro do CRM-SC e professor Zulmar Vieira Coutinho ministrará o curso de extensão Tecnologia e Falibilidade na Investigação Prática Médico Legal, na Unisul, nos dias 30 de junho e 1º de julho. “O objetivo é capacitar o aluno a ter um olhar do conjunto das evidências de um fato médico legal, relativizar provas técnicas, tecnológicas, com ênfase ao DNA, e reconhecer que as provas técnicas não são infalíveis”, adianta Coutinho.

Com aulas expositivas e dialogadas, o curso é presencial e tem como público-alvo profissionais e estudantes da área da saúde, alunos e bacharéis em Direito, profissionais da área policial, pericial e jurídica. Os participantes receberão o livro Exames em DNA - A Verdade Técnica e Ética Além dos 99,99%, de autoria de Coutinho, para ser utilizado durante as aulas.


SERVIÇO

Dias: 30/6 e 1/7/2016, das 19h às 22h.

Local: Unisul - Campus Grande Florianópolis. Rua Trajano, 219 – Centro – Florianópolis

Inscrições: até o dia 18 de junho, pelo site www.unisul.br/InscricoesPortal/identificacao.jsf?ACAD_CAREER=EXT&USL_AGRP_PP=908&USL_MODALI_CURSO=P&UNIDADE=28 

 


      

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Tribunal de Contas suspende abertura de novos cursos de medicina    

24/11/2015

Por DIMMI AMORA
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

A abertura de 2.290 vagas de medicina no país foi suspensa pelo TCU (Tribunal de Contas da União) diante de supostas irregularidades na criação dos novos cursos.

Há dois anos, na esteira do programa Mais Médicos, o governo federal passou a indicar os municípios em que poderiam ser abertas novas vagas de medicina.

A partir dessa lista, coube ao MEC, então, selecionar as melhores propostas de faculdades particulares interessadas na disputa.

Essa seleção, entretanto, motivou questionamentos na Justiça e recursos ao TCU, que decidiu paralisar o processo até análise final do plenário. O caso é relatado pela ministra Ana Arraes. O órgão de controle pode anular o processo.

Inicialmente previsto para junho, o resultado final da seleção ainda não foi confirmado. O principal motivo do conflito é a exigência, prevista no edital, de "capacidade econômico-financeira" das mantenedoras.

As escolas argumentam que o documento não explicitou a forma como esse critério seria avaliado, nem indicou que a tarefa caberia à FGV Projetos, contratada pelo ministério.

"A FGV estabeleceu nota de 1 a 10 e disse: 'abaixo da nota 6, não tem condições de abrir [curso de medicina]'. Isso deveria estar no edital, e não estava", reconheceu o ministro Aloizio Mercadante (Educação) em audiência na Câmara dos Deputados.

Para a ministra responsável pelo tema no TCU, os procedimentos adotados "descumpriram princípios basilares" da Lei de Licitações.

"Admitir a publicidade posterior dos critérios de classificação propiciaria ao gestor mal-intencionado escolher a vencedora que lhe aprouvesse", disse a ministra Ana Arraes em despacho.

Ao todo, o edital motivou sete ações na Justiça.

"Fomos desclassificados na primeira fase sem saber o porquê. E esse modelo de avaliação [da saúde financeira] não é aplicável a instituições sem fins lucrativos", argumenta Antonio da Motta, representante da Unece (União de Educação e Cultura), mantenedora que recorreu ao TCU.

Procurado pela reportagem, o MEC afirmou que a metodologia adotada pela FGV é "adequada aos termos do edital". A pasta chegou à pedir ao TCU que o processo fosse retomado, "diante de graves prejuízos para o Programa Mais Médicos", mas não obteve sucesso.

O MEC destacou ainda que encaminhou seus argumentos diante da "decisão cautelar" do tribunal, tomada no mês passado. "O MEC já adotou todos os procedimentos cabíveis para a revisão da medida cautelar determinada pelo TCU, prestando as informações pertinentes à ministra Ana Arraes. No momento, o ministério aguarda a decisão do Tribunal para anunciar a nova data de divulgação dos resultados", informou em nota.

Entre as metas do programa federal, está a criação de 11,5 mil novas vagas de medicina até 2017. 


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2015/11/1709919-tribunal-de-contas-suspende-abertura-de-novos-cursos-de-medicina.shtml



      

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91% dos brasileiros querem 'exame da ordem'
para médicos, mostra pesquisa      

22/10/2015

Nove em cada dez brasileiros desejam que os médicos passem por um "exame da ordem" antes de ingressar no mercado de trabalho, como ocorre hoje com advogados.

É o que revela pesquisa Datafolha com 4.060 pessoas de todas as regiões do país, encomendada pela APM (Associação Paulista de Medicina). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Segundo o levantamento, só 22% dos entrevistados consideram que a qualificação dos médicos tenha melhorado nos últimos anos.

A percepção de piora tende a ser maior nas regiões metropolitanas do que no interior (42% contra 31%).

A aplicação de um exame como o da ordem não é consenso. O Ministério da Educação e o CFM (Conselho Federal de Medicina) defendem que os alunos sejam avaliados periodicamente durante o curso, não no final.

O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) aplica há 11 anos um teste para os recém-formados em medicina no Estado de São Paulo. Nesse período, a taxa de reprovação tem sido acima de 50%.

Apesar de ser exame obrigatório para obtenção do registro do conselho, mesmo quem vai mal nele não é impedido de exercer a profissão. O conselho não pode, por força de lei, condicionar o registro ao resultado da prova. Para isso, seria preciso alterar a legislação federal.

No Estado de São Paulo, várias instituições passaram a utilizar o exame do Cremesp como critério para o ingresso na residência médica e no mercado de trabalho.

"É um exame reconhecido nacionalmente, apoiado pela população e que tem colocado na deriva os conselhos médicos contra", afirma o cardiologista Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp.

Para Florisval Meinão, presidente da APM, o exame paulista tem mostrado que a formação médica é um problema muito sério. "E que tende a piorar com a abertura desenfreada de novas escolas médicas sem as menores condições", afirma.

Para ele, é urgente que o país institua um exame no final do curso, a exemplo do que fazem os Estados Unidos e países da Europa.

 

MINISTÉRIO

Em nota, o Ministério da Educação informou que, a partir do segundo semestre de 2016, todos os estudantes de medicina do país deverão realizar uma prova progressiva no 2º, 4º e 6º anos.

"Os exames terminais [como o do Cremesp] responsabilizam unicamente o estudante por eventuais problemas no aprendizado, não gerando impacto para os processos de avaliação da instituição de ensino. Os exames de progresso resolvem o problema na fonte."

Eles também serão critério classificatório para a seleção dos programas de residência médica, com previsão de acesso a partir de 2019.

O ministério diz que os cursos de medicina do país também passarão por processos de avaliação externa a partir de março de 2016. 


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/10/1696972-91-dos-brasileiros-querem-exame-da-ordem-para-medicos-mostra-pesquisa.shtml



      

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