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Mutirão de cirurgias: secretário mantém proposta de remuneração médica12.09.2011 - O secretário estadual de Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, participou na quinta-feira (08/09) à noite de reunião do Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina (COSEMESC). No encontro realizado na sede do Sindicato dos Médicos (SIMESC), o secretário confirmou que recursos federais para realização de cirurgias eletivas estão previstos para serem repassados ao Estado no início do próximo ano. Sendo assim, o valor proposto aos médicos e hospitais não será alterado por enquanto. "Em Brasília foi acenada a possibilidade de mais recursos para mutirões, valores que serão agregados ao nosso mutirão. Nossa meta é estabelecer um programa de realização de cirurgias eletivas de forma incentivada tentando evitar assim a formação de listas de esperas", afirma Dalmo. De acordo com o secretário, o valor que será repassado ao Estado referente às cirurgias eletivas não foi confirmado, mas ele garante que serão suficientes para incrementar o pagamento dos médicos e dos hospitais e também ampliar o tipo de cirurgias oferecidas. Até confirmação de mais recursos, a proposta do governo segue a de R$ 200 para os médicos e R$ 100 para os hospitais a cada 50 cirurgias realizadas. "Concordo que o valor da tabela SUS é defasado", acrescentou o secretário. Para os representantes das entidades médicas, o fato do secretário estar buscando ações para incrementar a realização das cirurgias é positivo. Porém, o valor do repasse à categoria médica segue em questionamento. "Sabemos que os hospitais estão aderindo e que estão tentando negociar com os médicos. Os valores apresentados pelo secretário são os mesmos. Ainda reflete a tabela SUS. Reiteramos nosso discurso de que estes não são valores ideais. O mutirão é um programa importante para a população e apoiamos porque estamos nos hospitais e nos postos de saúde diariamente e sabemos o drama que é aguardar na fila por uma cirurgia. Mas isso não quer dizer que vamos expor a população a qualquer condição para a realização dos procedimentos", afirmou o presidente do SIMESC, Cyro Soncini. Para a presidente da Associação Catarinense de Medicina (ACM) e coordenadora do COSEMESC, Márcia Ghellar, a organização de mutirões é uma garantia de que as cirurgias serão realizadas. "Mas a secretaria de Saúde tem que estar atenta porque muitas vezes o que limita a cirurgia eletiva é a falta de condições de internação. Sem leitos para internar o paciente, como realizar os procedimentos?", questiona. Outros encaminhamentos
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